sábado, 1 de maio de 2010

Aumento das pessoas físicas que investem na bolsa


O número de pessoas físicas que investem na bolsa está crescendo há cerca de dez anos no Brasil, mas ainda é pouco se comparado aos Estados Unidos. O barateamento das transações devido à internet foi um dos fatores mais relevantes para o aumento.

O mercado de ações pode parecer inacessível, mas qualquer um pode investir na bolsa. Isso dependerá do quanto o pequeno investidor pode investir, pois, para começar, é necessário ter um dinheiro aplicado que não precisará usar em um curto prazo.

Só a partir de 1999, com o início das negociações via internet, é que o cenário do mercado de ações começou a mudar. Antes desse período, investir na bolsa era algo restrito, voltado apenas para grandes investidores e especuladores. Isso ocorria porque as corretoras tinham de priorizar os clientes que dessem mais retorno, já que o custo para montar uma mesa de operações era muito alto, e um pequeno investidor não teria como cobrir esses gastos.

Com as negociações pela internet, através do homebroker baratearam-se os custos tanto para as corretoras quanto para os clientes, o que facilitou a entrada de pessoas físicas no mercado. Em janeiro de 2008, o número de pessoas físicas que utilizavam o homebroker dobrou em relação a 2007, atingindo 217 mil usuários. Dos negócios realizados na bolsa de São Paulo, 36% são efetuados via internet.

Mas o mercado de ações para pessoas físicas ainda está engatinhando no Brasil. Apenas 0,3% da população brasileira investem em ações, segundo dados de 2008. Já nos Estados Unidos, metade dos norte-americanos faz esse tipo de transação. Segundo a economista Cristina Helena P. de Mello, professora da PUC-SP e da ESPM, é possível que, em um futuro muito distante, nós possamos chegar ao nível dos norte-americanos nesse aspecto. Mas antes é preciso melhorar os graves problemas relacionados à educação financeira.

“Nos últimos dez anos a Bovespa empreendeu ações capazes de popularizar esta modalidade de aplicação financeira. ‘O Bovespa vai até você’, campanhas junto ao público feminino, visitas programadas para adolescentes e universitários e a criação dos clubes de investimento são algumas dessas ações” afirma Cristina Mello.

Além da ajuda da própria Bovespa, bancos e corretoras estão investindo em educação e suporte para iniciantes, através de cursos on-line, salas de ações onde o cliente pode utilizar um computador para aplicar na bolsa, entre outras.

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